sábado, 11 de janeiro de 2014

Sou Louco Sim, e Daí?



Dos muitos dos nomes, a maioria deles pejorativos, que recebemos dos ímpios por causa da nossa conduta, um deles não me ofende. Aliás, até me diverte por ser verdade.
Somos ofendidos diariamente – em alguns lugares mais, em outros lugares, menos – por causa da nossa conduta. Nos chamam de “cafonas, bregas” porque não seguimos certas tendências da moda; somos chamados de “caretas” porque não nos entregamos ao álcool, drogas e sexo sem limites; para outros somos “quadrados e antiquados” porque cremos e vivemos o que diz um livro antigo… E assim prossegue a lista de nomes. Mas um desses nomes é bem interessante porque se analisarmos por um ângulo diferente, não nos ofende: quando somos chamados de “loucos”.
Primeiramente, esse adjetivo engloba todos os outros (pelo menos os que citei aqui). Somos loucos porque pensamos diferente do mundo. Temos regras de vida, por assim dizer, que não são comuns aos padrões que as demais pessoas seguem. Por exemplo, o mundo hoje vive para ter coisas, ter prazer, ter dinheiro. Mas nós não vivemos para nos satisfazer. O prazer que temos é consequência da nossa obediência a Deus.
O próprio fato de crermos em Deus já é uma loucura. Não o vemos, e nem todos nós o ouvimos. A maioria das outras religiões seguem deuses que eles podem ver, seja suas esculturas ou algum ser humano que se destacou por alguma obra digna de reconhecimento. O nosso é invisível, porém, quando temos fé, podemos sentí-Lo e ver coisas maravilhosas – como diria o pastor Lucinho, Ele faz “umas coisas doidas demais!”
Jesus, então, seria o cume dessa loucura. O Deus que veio como homem e, depois de ter demonstrado a sua glória através dos milagres, se entregou na mão dos homens para ser morto. É ou não é loucura? Um de Seus milagres foi feito com barro à base de saliva passado nos olhos de um cego. Alguns de Seus ensinamentos foram: negar nosso “eu”, dar o outro lado do rosto quando nos baterem, amar os nossos inimigos, esperar pelo Seu retorno sem data marcada.
Mas mesmo assim, com toda essa loucura, e somente imersos nela, temos a certeza do destino de nossa alma quando a nossa vida tiver um fim. É imersos nessa loucura de Deus, mais sábia do que a sabedoria humana, é que temos paz em momentos de turbulência. É essa loucura que nos conduz às vitórias diárias, aos milagres inacreditáveis públicos ou pessoais. É essa loucura que abate a soberba dos sábios desse mundo, deixando-os confusos e sem palavras diante de tais milagres.
Muito mais do que loucos, somos extraterrestres, porque não somos desta terra. Um dia partiremos daqui para um lugar que nos está preparado ao lado do Rei Jesus. Portanto, receber esses nomes não podem nos afetar negativamente, mas deve nos alegrar porque nos tornamos diferentes dos padrões mundanos e estamos ficando parecidos com Jesus – esta é a intenção do Pai para nós! Irmã(o), que você e eu sejamos cada vez mais loucos, cada vez mais diferentes das demais pessoas, mas ter cada vez mais a semelhança do Criador.
Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens (1 Coríntios 1:25)

Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias (1 Coríntios 1:27)




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